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Hospital de Trauma de João Pessoa capacita profissionais em manobras de reanimação cardiorrespiratória

publicado: 01/04/2026 10h00, última modificação: 01/04/2026 11h51
A capacitação faz parte do projeto de Educação Continuada da unidade de saúde. A ação abordou o reconhecimento dos sinais de parada cardiorrespiratória.
Posto II

Atividade prática com os profissionais do Posto II, para o reconhecimento dos sinais de parada cardiorrespiratória, as manobras de RCP.

O coração pode parar a qualquer momento e no Brasil, isso acontece mais de 300 mil vezes por ano. Em muitos casos, a diferença entre a vida e a morte não está na distância até o hospital, mas na resposta de quem está mais perto. Foi pensando nisso que a equipe do Posto 2 do Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, se reuniu para um treinamento que pode, literalmente, salvar vidas.

A capacitação faz parte do projeto de Educação Continuada da unidade de saúde. A ação abordou o reconhecimento dos sinais de parada cardiorrespiratória, as manobras de RCP, o uso correto do DEA — desfibrilador externo automático e a organização da equipe na cena de emergência.

Para a coordenadora do Posto 2, Socorro Brito, a iniciativa é essencial mesmo fora da área de urgência. "Apesar de não ser a porta de entrada da urgência, acontece de pacientes pararem no nosso setor. Por isso, fazemos essa educação continuada para que o pessoal esteja sempre atualizado e saiba agir no momento em que for necessário", ressaltou.

O treinamento é conduzido pelos enfermeiros Idalmo Gama e Maviael Filho, da área vermelha. Para Idalmo, o objetivo é claro: que nenhum paciente precise esperar chegar à área vermelha para ter sua chance de reversão. "A intenção é inserir todo o corpo de enfermagem do Hospital de Trauma nesse protocolo, para que o primeiro atendimento ao paciente em PCR comece na origem", explicou.

Reconhecer os sinais precocemente, segundo o instrutor, é o ponto mais crítico. "O principal sinal visível é a cianose a pessoa vai perdendo a coloração normal e ficando com a pele escurecida, na região do pescoço, tórax e também nas extremidades, mãos e pés. Quando já está nas extremidades, é sinal de que a parada não foi detectada no início", alertou.

Este é o quinto treinamento realizado no hospital dentro do projeto, que já passou pela emergência e pela área amarela. A meta é alcançar toda a assistência para que a corrente de sobrevivência começa onde o paciente está.